Frilas
Certa feita um grande amigo foi a uma casa de diversão na Rua Augusta. Conheceu uma rapariga, moça bem apessoada, loira, sul-africana. Engatou conversa em inglês fluente, descobrindo que a meretriz é estudante no Mackenzie, além de exercer a função de tradutora em horário comercial. As negociações avançaram, e lá se foi meu amigo para um quarto escuro com a puta internacional. Na primeira, pagou, como de praxe, mas sucedeu que, dias depois, este meu amigo logrou novos tentos sem custo algum: na zona norte, dir-se-ia que o picudo estava comendo de graça.
Veio então o Rocco de Santana gabar-se da história para os companheiros de faculdade, pessoas cuja profundidade filosófica não vai além das margens do rio Tamanduateí. E para quem, num arroubo de modéstia, esnobou o desempenho profissional da supracitada. “Enjoei”. Seguiu-se o diálogo:
- Ah, tá comendo a puta na faixa, cumedô?
- Ela não é puta.
Incredulidade na mesa. Até as garrafas de cerveja estranharam tamanho contorcionismo no holerith. Seria amor?
- Porra, claro que não. E ela só foi no puteiro umas três vezes.
- Então é puta.
- Não é. Se você é jornalista e faz um trabalho de publicidade eventualmente, não vira publicitário.
- Tendi. Ela só faz frila de puta.
- …
- Na próxima vê se não esquece de pedir CPF na nota.
ótima!
ótima. já li a atualização, onde ela deixou de fazer frila e está registrada em carteira.
gostei dos teus textos.
um abraço.
Obrigado, querida. Desculpe o atraso monstruoso. Abraço!
Tô aqui revirando meus arquivos mentais pra ver se adivinho o autor da proeza.
O pior (melhor?) é saber quem foi o autor da proeza.
rindo ha 3 min. sem parar.